Sergipe hoje tem uma usina móvel de asfalto mantida pelo Governo do Estado, a ideia é facilitar a aplicação da camada asfáltica, inserindo-a de imediato após os serviços preliminares que antecedem a aplicação e agilizar o trabalho de reestruturação das rodovias. Hoje ela atende a obra de recuperação de um trecho da Rodovia SE-230, entre os municípios de Monte Alegre de Sergipe e Poço Redondo, no Território do Alto Sertão Sergipano. A usina móvel de asfalto foi adquirida pela empresa executora da obra e tem acelerado os serviços de reestruturação das rodovias SE-200, SE-230 e SE-317, que ligam os dois municípios.

Uma das principais vantagens de uma usina móvel de asfalto, quando está instalada próxima às obras de construção ou recuperação de uma rodovia, é agilidade, por isso ela está localizada temporariamente nas proximidades de uma obra de recuperação de rodovia. Os serviços executados pelo Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento e Sustentabilidade (Sedurbs) e o Departamento Estadual de Infraestrutura Rodoviária de Sergipe (DER), tem investimentos na ordem de mais de R$ 20 milhões e vão reestruturar as rodovias SE-200, SE-230 e SE-317, em mais de 41 Km. Os trechos ficam entre os dois municípios e fazem parte do Programa Pró-Rodovias, que é um dos principais eixos do Avança Sergipe, cuja finalidade é recuperar a economia sergipana prejudicada em razão da pandemia da Covid-19.

De acordo com o secretário estadual do desenvolvimento urbano e sustentabilidade, Ubirajara Barreto, a instalação do equipamento garante inúmeros benefícios à intervenção. “Para uma obra desse porte, a implantação da usina móvel assegura economia e celeridade na execução dos trabalhos, uma vez que não é preciso deslocar caminhões para a busca do material e o asfalto é aplicado pouco tempo depois da via receber os serviços preliminares. Prova disso, é que dos 41,3 km de extensão, 23 km já receberam a primeira camada asfáltica e 11 km estão totalmente pavimentados, o que corresponde à 55% dos trabalhos já executados”, afirma.

A usina móvel

Com três silos de dosagem, sendo estes individuais, a usina possui operação tecnológica dotada de um centro de controle com computador industrial e tecnologia de tela sensível ao toque, acesso remoto como opcional, sistema de “pick up” e transmissão digital de dados, o que garante uma melhor dosagem do material evitando desperdícios. Ela ainda dispõe de um secador 100% dedicado à remoção de umidade dos agregados e para aquecê-los à temperatura projetada.

Para a mistura dos produtos, o equipamento contém o misturador externo conhecido como Pug Mill, que utiliza uma zona de mistura seca com sistema de filtragem inteligente, sistema de secagem de agregados eficientes que garantem a máxima homogeneidade ao produto final e preparação para o anel de reciclagem.

O processo da usina

Engenheiro civil e responsável pelo acompanhamento e fiscalização da obra de reestruturação, Edson Vieira, conta como se dá o processo realizado na usina móvel. “Existem diversos tipos de asfaltos e diferentes componentes que podem fazer parte da mistura final do componente a ser utilizado. Na obra de reestruturação das três rodovias que ligam Monte Alegre de Sergipe à Porto da Folha, está sendo utilizada uma mistura composta por agregados de diversos tamanhos (pó de brita, brita e cal) e o cimento asfáltico de petróleo (CAP)”, explica.

Ele destaca como é realizado o processo sequencial. “Para o abastecimento da usina, esses agregados são colocados em silos anexos à máquina e o CAP é colocado em um tanque de abastecimento onde é mantido em altas temperaturas. Através da cabine de controle, o operador define a quantidade de cada material que irá compor o asfalto, sendo que a máquina controla o abastecimento para que o traço desejado seja atingido”, detalha.

Edson Vieira ressalta a importância da tecnologia disponibilizada no equipamento. “Com o auxílio de esteiras, os agregados são encaminhados para um tambor de secagem, que funciona como um forno. Durante a parte do processo, os agregados são misturados e toda umidade é retirada através do aquecimento a gás presente nele. Por não se ter umidade nos agregados, a boa qualidade no produto final do processo é assegurada”, exemplifica.

O engenheiro civil diz ainda como os trabalhos são concluídos. “Por fim esses agregados são misturados com o CAP em um misturador e o produto é encaminhado para os caminhões. Um funcionário deve sempre medir a temperatura final do asfalto para garantir que ele está em condições de uso, e, a partir daí ele é aplicado no trecho da via que já se encontra apto a recebê-lo, tendo a usina capacidade de produzir de 100 a 120 toneladas do material por hora”, finaliza.

Última atualização: 5 de novembro de 2021, 09:34 AM